o dia
em que não morri

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quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

vou fazer deste blog um consultório #1

eu sei que a informação que se encontra na net nem sempre é de se fiar mas andei para aqui a pesquisar e
acredito que há qualquer coisa de esquizofrénico em mim.

a propósito dos sintomas precoces da doença: é verdade que tenho grandes dificuldades de concentração e de memória. e isso nota-se muito nas aulas de guião onde, após o visionamento dum filme, se segue logo uma sessão de debate no qual eu sou incapaz de participar pois já não me recordo de metade do filme (não, não estou a exagerar).

e sou daquelas que se alguém me pergunta o que acabou de dizer não sou capaz de responder, mesmo que o tenha estado a ouvir com muita atenção (ao contrário também acontece, ser eu a dizer algo e no instante seguinte não conseguir repetir) que nunca, ou quase nunca, é muita porque não consigo não estar a pensar noutra coisa ao mesmo tempo, ou não consigo não me distrair com algo exterior.
"Alguns pacientes têm dificuldade em manter a atenção por longo tempo, tornando-se facilmente distraídos e dispersos. Numa conversa num ambiente tumultuado e ruidoso, por exemplo, podem não conseguir manter o foco, distraindo-se com estímulos alheios. Isto ocorre devido à incapacidade de inibir completamente estímulos do ambiente que não sejam importantes naquele momento. O comprometimento da atenção também interfere em actividades como leitura e escrita." é tal e qual isto.

também acredito que o desânimo, desinteresse generalizado, humor depressivo e transtorno obsessivo-compulsivo de que falam, e que dizem que leva o inicio do transtorno esquizofrénico a ser confundido com depressão, me afecta muito.

acerca dos sintomas positivos e negativos:
eles dizem, "A pessoa adoecida pode criar uma realidade fantasiosa, na qual acredita plenamente a ponto de duvidar da realidade do mundo e das pessoas ao seu redor. É o que chamamos de delírio. O delírio pode ter diversas temáticas, inclusive num mesmo surto. As mais comuns são a idéia de estar a ser perseguida por alguém, de ser observada ou de que as pessoas falam dela ou sabem de tudo que se passa na sua vida. Outras idéias fantasiosas, como de cunho religioso, místico ou grandioso também podem ocorrer. Menos frequentemente ocorrem delírios de culpa e de ciúme."
eu sou TÃO assim! o miguel que o diga que eu já lhe contei algumas das minhas paranóias sobre o me sentir observada, e os pensamentos que já cheguei a ter quando andava na rua, de que as pessoas olhavam todas para mim (ainda hoje me olham muito e isso atrofia-me imenso) porque sabiam tudo aquilo que eu fazia, porque me viam numa espécie de reality-show.
dos delírios de ciúme nem sequer vou falar que não vale a pena.
e isto afecta-me tanto, sabes? aquela "sensação de sofrimento e fragmentação da própria personalidade, como se a pessoa perdesse o chão, suas referências básicas, o controle de sua própria vida." e o sentir-me incapaz de controlar o que sinto "o delírio surge espontaneamente e invade e domina a consciência da pessoa, tirando dela a capacidade de lutar e vencer sozinha suas próprias idéias." porque eu tenho noção de que estou a ser paranóica mas não consigo evitar pensar assim.
sabes, já cheguei mesmo a desconfiar dos meus próprios familiares achando que eles eram "impostores", fazendo-se passar por algo que não eram, e que não podia confiar neles..

"A falta de vontade, de iniciativa ou da persistência em algumas actividades da vida quotidiana é vista pela maioria dos familiares como sinal de preguiça ou má vontade. Entretanto, este é um sintoma da esquizofrenia. (...) As deficiências da vontade são responsáveis por grande parte das dificuldades em actividades produtivas, como trabalho e estudos, e sociais, contribuindo para maior isolamento."
isto pode muito bem explicar o porquê de não conseguir desenvolver textos, ou a minha insistência em recusar os convites dos poucos que ainda têm a esperança de me tirar de casa (principalmente à noite, quando eu nunca saio).

percebes agora porque digo que há algo em mim de esquizofrénico?
mas também li sobre alguns sintomas com os quais não me identifico e sobre os quais eu queria falar, só que sobre esses já não consigo falar agora porque, como deves calcular, já levei uma eternidade a escrever este texto de me estar constantemente a distrair. e estou super cansada.
mas eu nem sequer acredito que te tenhas dado ao trabalho de ler o que andei para aqui a despejar até ao fim, portanto.. até já.

eu colo cenas no frigorifico.


(photo via)

da próxima vez que o meu telemóvel tocar vai dar esta dos circulatory system (diz que gosto muito deles):

rocks and stones



sábado, 31 de Outubro de 2009

o meu vício de hoje


sexta-feira, 30 de Outubro de 2009









estás a ver? sou muito nerd.

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009


It's scary to watch someone you love go into the center of himself and confront his fears.
fear of failure, fear of death, fear of going insane.
you have to fail a little, die a little, go insane a little, to come out the other side.


Eleanor Coppola in Hearts of Darkness - A Filmmaker's Apocalypse

domingo, 25 de Outubro de 2009

estava aqui a pensar que já não faço um post com uma animação há demasiado tempo, e foi então que me apercebi que não tinha aqui qualquer referência ao senhor Norman McLaren, pelo qual tenho grande apreço.


quem é do tempo do ochlophobia - o meu primeiro blog - talvez se lembre do Neighbours. mesmo que não se lembre não importa porque eu vou voltar a mostrá-lo. mas primeiro quero que vejam o vídeo que se segue, para que percebam como McLaren criava o som das suas animações directamente na película.


agora que já sabem como funcionava podem ver a animação de que falava
Neighbours

também gosto muito do On the Farm mas não consegui achar o vídeo em lado nenhum para vos mostrar. uma treta.
mas só para não ficarem tristes tomem lá outro
A Chairy Tale

já percebem porque gosto tanto do homem? e porque quero tanto ter isto.

sábado, 24 de Outubro de 2009

recebi ainda agora um email - ao qual intitulam de vergonha mundial e onde falam do abatimento de baleias e golfinhos nas ilhas faroé - que achei por bem partilhar.


enquanto que na dinamarca a caça à baleia foi banida, nas ilhas faroé, que também fazem parte da dinamarca mas têm leis independentes, é permitido continuar com esta execução em massa. ano após ano, milhares de baleias e golfinhos são perseguidos por barcos até à baía, onde familias inteiras são abatidas, sangrando até à morte. algumas chegam mesmo a nadar durante horas no sangue de familiares.
é importante recordar que os golfinhos e as baleias são animais extremamente inteligentes e sentem tanta dor e medo como nós.


Aproveito para partilhar a página do site da Peta onde falam sobre o assunto, e da qual eu retirei a informação.